segunda-feira, 19 de setembro de 2011

JOVENS NAS TEIAS DA COMUNICAÇÃO


Umas frases clássicas relacionadas à comunicação, vem do grande humorista Chacrinha: “quem não comunica, se trumbica!”. Nisto, se eu não divulgo ou se não estou antenado as informações que estão ao meu redor, logo “não estou fazendo nada”. Pelo menos será a idéia de quem está me visualizando e, que muitas vezes é aquele(a) destinatário(a) da minha ação.

As organizações juvenis, nas suas diversas instâncias (seja nas articulações de base até as nacionais e mundiais) precisam, no mínimo, estarem ligadas no que rola na web. Além do mais, precisam mostrar suas ações e reflexões nas redes sociais. Se elas existem são para um propósito voltado aos jovens e isto, precisa chegar nesta população, principalmente através de onde elas estão.

Porém, animar e articular a comunicação, requer que sejamos críticos e cuidadosos com as informações que multiplicamos. É preciso analisar minuciosamente, acessar outras fontes confiáveis, partilhar reflexões... para que não haja equívocos ou/e problemas com isto. Comunicar requer também criatividade, ser ousado nas estratégias de como divulgar idéias. Isto é Educomunicação: uma comunicação libertadora que educa e transforma!

No contexto que estamos, democratizar a informação é um desafio a ser enfrentado por todos(as). A Pastoral da Juventude por exemplo, propõe dentre os seus projetos, o Teias da comunicação. Uma proposta horizontal e multilateral que agrega lideranças juvenis, esteja ela nos grupos de base ou nas coordenações regionais e nacional. Mais que isso, agrega não só pessoas da PJ, mas de outros segmentos eclesiais e sociais, através de sites e perfis no twitter, facebook, etc.

E quem move o Teias da Comunicação? Claro que há uma orientação e uma equipe que o dinamiza, mas todos(as) temos que nos entender tecedores(as) desta rede. Cada um tem a contribuir, nos espaços que estiverem, para divulgar o que os(as) jovens vem desenvolvendo em vista da Civilização do Amor. Afinal, a comunicação é nosso instrumento de evangelização.

Portanto, é preciso “avançar para águas mais profundas” (cf. LC 5, 1-11). Ser jovens evangelizadores(as) de outros(as) jovens em rede, responsáveis pela barca da Vida, rumo ao Reino. Não comunicar, é deixar-se levar pela maré do comodismo e do individualismo. Educomunicar, é ser profeta, ser profetiza: denunciando o que mata e anunciando boas ações, em vista de outro mundo possível!

Autor/Fonte: eduardodaamazonia.blogspot.com

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sl 147, 1-5

"Louvai o Senhor: pois é bom cantar ao nosso Deus, é suave dirigir-lhe o louvor. Ele cura os corações atribulados e enfaixa suas feridas. Conta o número das estrelas e chama cada uma pelo nome. Nosso Senhor é grande, seu poder é imenso, sua sabedoria não tem limites."

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dificuldades do jovem para cultivar a espiritualidade

Quando olhamos para a nossa sociedade, uma das grandes caracteríticas que podemos perceber é que estamos cercados por uma cultura do consumo. A propaganda liga produtos e coisas ao reconhecimento social das pessoas. É o tal do Ter para Ser. Por isso, os objetos que usamos ou consumimos deixam de ser meros objetos para se tornarem um cartaz que carregamos e que diz que tipo de pessoas somos ou gostaríamos de ser. Este ambiente materialista é um primeiro obstáculo à vivência da espiritualidade, pois tudo se torna aparência e se reduz tudo à mercadoria.

Dentro desta mesma lógica do Ter para Ser, há também o imenso foco no prazer. Este é um segundo risco ou dificuldade para que o jovem viva uma espiritualidade libertadora. Viver esta busca do prazer na relação com Deus é um dos aspectos desta nova cultura. Há uma grande busca de auto-satisfação. Há quem diga “Participo onde me sinto bem acolhido”, mas que gostaria de dizer "Busco mesmo é ser aceito, buscando meu bem-estar”. É a espiritualidade do individualismo. Encontrar a Deus no cotidiano, significa encontrá-lo nas outras pessoas e em especial naquelas mais desprovidas de tudo que é material.

Se olharmos para esta sociedade de consumo, uma terceira dificuldade que percebemos tem ligação com os tipos de espiritualidade que são oferecidos por ela. Há expressões de espiritualidades desligadas da realidade, que não ligam bem a fé com a vida, o que na verdade levam os jovens a não perceberem os sinais e a presença de Deus no seu dia a dia. Se acreditamos que Deus se revela no cotidiano, e a falta de Deus também, é lá que nossa espiritualidade encontra campo fértil para agir.

Querem uma quarta dificuldade? Uma palavra: virtualidade. Ela tem a ver com o mundo televisivo e o mundo cibernético, onde as respostas são praticamente instantâneas e a informações são fornecidas quase que no mesmo instante em que ocorrem. Virtualidade tem ligação também com o artificialismo do mundo. As coisas deixaram de ser reais. Desde os bichinhos virtuais da década de 1990 até as fazendas virtuais das comunidades de relacionamento. Chegamos ao ponto em que as movimentações financeiras são praticamente todas virtuais. A dificuldade aqui é que a espiritualidade também se torne virtual. E assim sendo acabe não causando nas pessoas uma mudança interior e que não tenha apelo ao compromisso social.

A espiritualidade é algo que alimentamos todos os dias, mas que para a maioria de nós nunca será plena, ou seja, percorremos um caminho de crescimento permanente na espiritualidade. Uma quinta dificuldade aponta para a falta de perseverança em trilhar este caminho de crescimento ou em achar que se está pleno e que chegou no limite de onde poderia se chegar. A falta de paciência e os atropelos da vida impedem muitos jovens de darem continuidade ao que começaram na vida espiritual. (não se enganem: impedem muitos adultos também)

Por fim, uma última dificuldade se encontra dentro das nossas próprias comunidades. Quando nos preocupamos mais com as estruturas do que com a missão, quando vivemos um sacramentalismo sem sentido ou um medo de falhar nos preceitos morais, corremos o risco de esquecermos as raízes da nossa espiritualidade e ficarmos só com as aparências.

Ter uma vivência capenga em sua espiritualidade implica em deixar em segundo ou terceiro plano esta dimensão da pessoa humana, o que significa que deixamos de ser uma pessoa completa. É necessário que se superem estas dificuldades para que tenhamos uma pessoa livre e plena para realização do plano de Deus nesta nossa realidade cotidiana.

ROGÉRIO OLIVEIRA
Blog "E por falar em Pastoral..."
http://pejotando.blogspot.com/2010/04/dificuldades-do-jovem-para-cultivar.html